Sabe quando você sente um aperto no peito, e decide escrever pra aliviar uma dor que nem o dorfllex vai te fazer passar?
Durante 16 anos a televisão Brasileira recebe no seu primeiro semestre a edição de um reality show que divide duvida entre os telespectadores. Pra mim a única dúvida é, “por que eu me envolvo nisso”. Das 16 edições, duas eu assistir com toda minha dedicação, torci, amei, votei e sofri intensamente.
O BBB13 me encantou não só por seu conto de fadas, mas pelo sorriso do menino que amadureceu ao longo do programa, pela advogata sem freios e determinada em tudo que queria. Por mais que por varias vezes tivesse sido necessário tomar um shake de amendoin, Fernanda além do meu e do coração do André, levou o premio máximo do programa e continua com sua estrela brilhando até hoje. Com o André, descobrir uma doçura e uma pureza que eu jamais achei em alguém, conversamos olhando no olho e recebi um carinho verdadeiro que jamais esquecerei.
Quando o programa acaba é sempre muito difícil. Muitas das amizades que são feitas por conta do reality se desfazem ou simplesmente voam com o vento. Pelo menos até que a próxima edição se aproxime, o que no meu caso não aconteceu. Escolhi não mais me envolver, não mais entrar nesse mundo, seguir em frente buscando novas fontes de entretenimento e distração. 2014, concluído com sucesso. 2015, concluído com sucesso. 2016 . . .
Atraida pela apresentação da Fernanda Keulla no Gshow, assistir a revelação dos nomes dos futuros participantes de uma nova edição. Passou o primeiro, o segundo, até chegar numa baixinha arretada, loirinha de olho claro, nordestina e youtuber. Quer mais motivos pra eu amá-la? Posso te dar muito mais, porém não é o caso. Os dias se passaram, e a cada nova informação me sentia ainda mais envolvida. O contêiner, a prova, o pé machucado. Tão levada, tão Nayara! Enquanto os já residentes curtiam lá em baixo, quatro novos participantes entravam já na sua primeira disputa, considero assim a primeira, por que o Matheus nem precisou de lutar pra me conquistar Uai, só precisou sorrir.
Primeiro contato, troca de olhares e os indiretos flertes. Nascia em 23 de janeiro um louco e bipolar fandom chamado Catheus, aos embalo de Hello, com um refletor marcantes e muitos olhares, naquele momento estava sendo decretada a queda de vários conceitos e preconceitos, os deles, os nossos e o da sociedade. Quem falou que a gordinha não podia pegar o bonitão. Quem falou que não ia mais se envolver com BBB? Quem falou que não ia pra debaixo do edredom? Quem falou que não ia fazer casal no BBB? É meus amores, é muita bipolaridade em um só fandom.
Com 42 dias de nascimento, com vários selinhos de boa noite, vários desentendimentos, choros, “não sou obrigado”, “que preguiça”, “caipira grosso”, inúmeras DRs, lagrimas, e mais um pouco de choro, beudisses, meninisses, racha ou não racha de torcida, insinuações, tiros, suspiros, peidos e arrotos, proteção, emoção, mais um pouquinho de choro, Mô por Mô, afronte de edição, Gshow, o fandom que antes era as “Alices” hoje parece suspirar de forma atrapalhada e sem noção.
A divisão de valores, rinchas e team poderão atrapalhar os sonhos daqueles a quem eles escolhemos a torcer. Me incluo nessa pelo aperto e pela emoção. Sempre me envolvi demais nos problemas dos meus amigos, sempre busquei soluções nem que seja só pra trazer um alivio. Nos olhos de Maria Cláudia encontrei os sonhos que eu tinha, a vontade e a doçura, encontrei o medo e a insegurança quase que unanime dos mesmos quesitos. Nosso corpo não são como a sociedade quer, nossos sonhos por não ser como os da maioria são tratados com desprezos, nos apontam por ser de onde somos, como somos e simplesmente por ser. Ela se entrega se joga e não teve vergonha de dizer que queria. Já o tal de caipira gente boa, que seria facilmente uma dos primeiros na minha lista de melhores amigos, daqueles a quem tiramos sarro, passamos apertos e dificuldades e por fim riríamos de tudo juntos no final. Pra grande maioria, a maior incógnita, pra mim um ser incrível se escondendo atrás de medo e insegurança.
Viver esses dois não tem sido fácil, acordar e dormir junto, defender dos haters, compreender as inseguranças da exposição, a troca de farpas, entender o que já tá na cara. Cacau nunca nos deixou em duvida do que sentia, vivi intensamente ali e se é pra preocupasse, preocupasse com o julgamento das pessoas. Se ela soubesse o que a propria torcida faz . . . Já Matheus, que entrou com seu escudo aparentemente blindado, aos poucos se viu envolvidos nos encantos de um olho que o mesmo diz não ter nem coragem de enfrentar. Sem saber, defendeu, cuidou, sentiu ciumes, protegeu.
Quais as cenas dos próximos capítulos? Por esse motivo vim até aqui, a aflição por ter visto ele arquitetar uma melhor forma de defendê-la na verdade será um grande risco de colocá-la no paredão. Em um outro momento certamente seria a alegria e a consagração da fortaleza de uma torcida, mas não justamente na semana mais difícil do programa, o dia fatídico pode chegar. Com uma torcida magoada, dividida e opiniosa realmente não estaremos preparados pra vencer nem um campeonato de botão, quanto mais um paredão que pode ser um dos melhores pra edição.
Nessa hora eu só queria está passando a todos os “Catheus”, ou seja lá os que sobraram deles, ou os que já foram deles um dia, força, paz e foco. Aos que desistiram eu só queria lembrá-los que nem eles desistiram. Aos que não torcem como casal, gostaria de lembrá-los que ali dentro sempre foi Cau por Theus e Theus por Cau. A perda de um dos dois será de inteira importância para o bem estar do outro ali dentro.
Com tudo isso, só gostaria de lembrá-los que esse será o ultimo ano de uma caprichete!
Linda reflexão. Adorei!
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