13 de jan. de 2020


Resenha – O conde Enfeitiçado - Julia Quinn



Sinopse: Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz. No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.

Francesca Bridgerton é praticamente um personagem novo, embora mencionada nos livros anteriores, mas não conhecíamos detalhes sobre ela. Isso se explica pelo fato da quinta Bridgerton já estar casada e morando na Escócia a essa altura da historia.  Do outro lado, temos Michael, um “libestino” sensível e completamente apaixonado pela amiga e esposa do primo/irmão.

Francesca era casada com John Stirling e estava complemente apaixonada por ele, quando dois anos após o casamento John morre e deixa Francesca abalada e viúva em uma sociedade que não aceitava muito bem esse estado de luto. Enquanto isso, o primo de John, Michael Stirling, sentia o coração disparar a cada olhar inocente e amoroso de Francesca. Michel seria o porto seguro de Francesca, pois era seu melhor amigo, além de um “parente” próximo, mas ele não sabe lidar com seus sentimentos cada vez mais reprimidos, em respeito ao luto da mulher que ama e com isso “fugiu”, não apenas do sentimento, do país, mas de tudo!

Francesca sempre se sentiu estranha com relação a sua numerosa família. Ela queria muito ter a sua própria. Mas quando Jonh partiu, eles não tinham um herdeiro pra lhe fazer companhia. Passando oficialmente o período do luto, com o pensamento nesse desejo de ser mãe, Francesca resolve voltar a “debutar” na sociedade Londrina em busca de um novo casamento. Sua relação com o seu primo/amigo praticamente eram inexistentes após a viagem de Michel, pegando ela de surpresa na sua volta repentina.

A narrativa foi dividida em duas partes como os demais livros da série, narradas pelo ponto de vista de ambos protagonistas, porém aqui temos ainda a parte da história contando a vida de Francesca ao lado de John e em uma segunda parte ela já está viúva e é aí que nossa história realmente começa.

Esse é um dos mais adultos dos livros, principalmente por já tratar de uma personagem que já “conhece a vida”, já foi casada, já tem mais “liberdade” com relação a sociedade, e responsabilidades já que se tratava de uma condensa por casamento. Além disso, é legal saber, que essa história se passa no mesmo período dos acontecimentos dos livros Os Segredos de Colin Bridgerton e de Para Sir Philip, com amor. Então a tão participativa dos irmãos como nos demais livros, aqui acontece com menos ênfase porém com uma importância super significativa. Obrigada Colin por sempre aparecer nas melhores partes!

E ele, que dormira com tantas mulheres, subitamente se deu conta de que nada fora até então além de um menino imaturo. Porque nunca tinha sido daquela maneira. Antes tinha sido o seu corpo. Aquilo era a sua alma.”

Levando em consideração a época em que se passa, a historia é bem ousada, e verdadeira. Pois eu simplesmente não acredito que pelo puro “puritanismo” as pessoas (as mulheres no caso) deixavam de viver seus felizes para sempre. As cenas de sexo aqui são beeeeem a frente de verdade do seu tempo acredito eu, mas não pecam em nada! Não que nos outros livros a Julia Quinn tenha sido leve, mas aqui a própria Francesca se pergunta a certo ponto se ela própria não tinha espírito devasso por gostar de se sentir daquela forma com Michael. 
Todas as mulheres da família se rendem num a Michel, eu também me rendi, e esse é um dos meus Bridgertons preferidos!

Romance de Época| 290 Páginas
Classificação 5/5

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19 de dez. de 2019


Resenha Literária – Para Sir Phillip com Amor - Julia Quinn






























Sinopse - Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.

Mais um livro de Julia Quinn, romance de época sobre a família Bridgerton com lições de vida bem atemporais. Ao unir dois personagens completamente diferentes em suas experiências familiares, a autora fala de uma maneira tocante e reflexiva sobre abuso, depressão, desilusão, medos e recomeços.

Para Sir Phillip, com amor é o quinto livro da série Os Bridgertons e nos traz a história de Eloise Bridgerton, a mais falante e decidida entre os irmãos. Temos vários momentos dela ao longo dos quatro livros anteriores, o que nos leva a perceber a fortaleza que compõem sua personalidade e já nos deixar com uma pulga atrás da orelha ao acompanhar o final do quarto livro. Já Phillip é um homem racional e reservado, que quer em um relacionamento é encontrar a madrasta ideal para os seus filhos, em vez do amor que ele nem mesmo acha ser possível.

O que no caso, é um diferencial dessa obra, pois o “mocinho” já foi casado e tem dois filhos e até agora nenhum livro da autora tratava de uma segunda união.

Tudo começou com uma simples carta de Eloise dando seus pêsames a Phillip pela morte de sua esposa Marina, que era também prima de Eloise. Phillip se sente tocado pelo gesto de Eloise e acaba lhe respondendo de volta anexando uma flor prensada à carta. Eloise se encanta pelo ato atencioso de Phillip e o responde de volta e cada um se mostra aberto em continuar se comunicando depois disso. E isso se prolonga por vários meses.
Diferentemente do que ela esperava, Phillip é um homem belo de uma forma rude, é inteligente mas extremamente reservado, não tem uma boa relação com os filhos e evita ver o quão abandonado está seu lar,  formado em Botânica, mas não podendo exercer de fato a profissão por ter assumido as terras do irmão que morreu, Phillip se contenta em passar seus dias em sua estufa, cuidando do que mais ama fazer.  Eloise, que por sua vez, vem de uma família grande, unida e amorosa, desperta no coração de Phillip: a vontade de ser um pai melhor. Mas como?

Após um convite em aberto para que Eloise vá lhe fazer uma visita em Gloucestershire, para tentarem se entender e ver se é possível um casamento, Eloise leva um pouco a sério demais e decide ir de surpresa encontrá-lo.



Isso vai dá certo? Obvio que não!

Muitas coisas acontecem, e tornam esse um dos meus livros preferidos da série. Incluindo uma das cenas mais icônicas, dos irmãos invadido a propriedade de Phillip atrás de salvar a reputação da irmã, porém não dá pra confiar em todos os Bridgertons quando tem uma mesa de jantar posta no ambiente não é mesmo?

O crescimento e amor dos personagens são incríveis de se acompanhar, a forma linda como a família abraça essa nova geração de agregados é ainda mais maravilhosa, não esperava menos de Violet, que sempre se mostra ser uma matriarca com o coração maior que tudo.
Phillip que nos assusta com seu jeito bruto e talvez de homem das cavernas, não passa de um ursão que precisa de carinho, carinho esse que nossa pequena e destemida Eloise tem de sobra.

Esse é sem dúvidas mais um super livro da Julia Quinn e que eu amei muito!
Romance de Época| 288 Páginas
Classificação 5/5

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18 de dez. de 2019


Lidos de Novembro


Eitá que o babado em novembro foi super produtivo, e eu mostrei tudo no vídeo aqui em baixo pra vocês. Espero que gostem de mais esse post!

Ebooks 



  • Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur
Não lembro de ter livro outro livro de poesia na vida que tenha me impactado tanto.
Quem me acompanha no Instagram, viu que eu postei bastante sobre ele lá, e inclusive
ele foi uma das opções disponíveis no Kindle, através da inscrição do Amazon Primer.
Amei demais e super indico. Meu voto pra ele é 4,5 Estrelas! 




  • 13 - FML Pepper
Sem sombra de dúvidas um dos meus favoritos de 2019. Tem vídeo só sobre ele aqui
no canal e vou deixar aqui em cima e aqui no box de informações pra você ir lá conferir
quando acabar de ver esse vídeo. Super vale a pena conhecer a história de Becca e Karl,
e a escrita apaixonante da FML Pepper. Meu voto pra ele é 5 Estrelas! 




Físicos



  • O Conde Enfeitiçado - Os Bridgertons - Julia Quinn
Já sabem que eu tô super apaixonada pelos bridgertons e nesse mês só deu eles na
minha tbr. Temos em o Conde Enfeitiçado a história de Francesca Bridgerton, a quinta
filha da família. A que no começo eu pensei ser a “chata/ estranha/certinha” de todas,
s acabou por ser uma das minhas maiores surpresa desse clã. É sem dúvida o livro mais
hot de todos e um dos mais apaixonantes na minha opinião. Em breve vou colocar
resenha completa sobre ele lá no blog e eu espero muito que vocês passem por lá e se
apaixonem também. Meu voto pra ele é 5 Estrelas! 

  • Um Beijo Inesquecível - Os Bridgertons - Julia Quinn
Hyacinth Bridgertons é uma das mais difíceis e maravilhosas criaturas dessa família.
E sem dúvidas um dos livros mais engraçados de todos. Perseverante, opiniosa,  certa
das suas decisões, dá pra entender por que esses irmãos zoam tanto e amam tanto essa
criatura. Aqui encontramos mais um caso de brigas familiares diferenciando o
relacionamento já conhecido e amável entre os Bridgertons. Essa família deveria fazer
escola. Sim Gareth, Não Gareth! Meu voto pra ele é 4,5 Estrelas! 

  • A Caminho do Altar - Os Bridgertons - Julia Quinn
Gregory meu filho, levou a sério o legado da família em gênero, grau e números
principalmente. Aqui vemos como um dos mais novos, vira um dos mais (in)responsáveis
dos irmãos. E como a amizade e afeto entre ele e Hyacinth é simplesmente perfeito.
Nesse livro tem horas que você tem vontade de gritar, “Gregory acorda meu filho”,
outras “Gregory você é um homão da porra!” Meu voto pra ele é 4,5 Estrelas! 



  • E Viveram Felizes para Sempre - Os Bridgertons - Julia Quinn
O livro se trata de contos, pós epílogos de cada livro, atando nós que haviam ficado em
aberto na cabeça do leitor. Um por um, Julia Quinn leva algo sobre cada Bridgerton e
agregados, ou até mesmo da sua fértil prole. É óbvio que alguns pontos que tanto
queríamos ficaram de fora, mas o que nos foi entregue é realmente muito bom. Meu voto pra ele é 4,0 Estrelas! 

Leituras Coletivas
  • A Viajante do Tempo - Outlander - Diana Gabaldon
Desde o finalzinho de Outubro estou engajada com um grupo para leitura coletiva de
Outlander, como vocês já sabem. E foi realmente muito incrível reler principalmente
nesse momento em que a nova temporada se aproxima e muitas outras novidades sobre
a série tem começado a surgir. A experiência de ler novamente nos trás mais atenção a
detalhes que antes ficaram despercebidos, e ler acompanhada é sempre por pelos
comentários e debates que surgem sobre o mesmo. Pessoas diferentes, com visões
diferentes, seguindo no mesmo rumo. Mais uma vez, amei ler Outlander, que vocês
sabem que eu sou viciadíssima! Meu voto pra ele é 5 Estrelas! SEMPRE! 




  • A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard
Entrar em leituras coletivas pelo que me parece é um caminho sem volta. Amei! Nesse
mês li em coletivo A Rainha Vermelha da Victoria Aveyard e simplesmente ameiiiiii esse
livro. Me deixou besta com o plot twist e a história desse universo completíssimo criado
pela autora. Confesso que muitas vezes achei a Mare Barrow, protagonista da nossa
história meio imatura, mimada e chata, mas depois de um tempo isso nem é um incômodo,
ou meramente uma percepção. Em breve vou falar mais desse livro aqui no canal e
também lá no blog, ai conto pra vocês de fato todas minhas percepções sobre essa
história, que mesmo sem o grupo eu já engatei em dezembro na continuação dessa
história. 




lembrando que mês que arrochamos na leitura, o assistidos fica muito em
débito! Por tanto, fiquem ligados lá no instagram do blog, que sobre o
assistidos, de novembro vou comentar por lá no igtv, tá! 





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20 de nov. de 2019


Resenha – O Visconde que me amava – Julia Quinn



“A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.

Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.

Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.

Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.”

Anthony Bridgerton, primogênito da família Bridgerton, dito pela própria Lady Whistledown (a própria Leo Dias da alta sociedade de 1800), é um Libertino dos piores (Libertino com L maiúsculo mesmo!), daqueles que gostam de festas e de bebidas e principalmente de mulheres, o “chefe” da família, é o irmão mais velho, responsável por todas as coisas da família após o falecimento do pai, a qual ele até então mesmo depois de tanto tempo, sofre tanto, desde o dinheiro até as propriedades e também ajuda a “cuidar” dos irmãos, apesar de serem todos adultos. Nunca parando com nenhuma só mulher, até que resolve que enfim chegou à hora de se “aquietar” como dizemos num bom ceares.

Mas isso pra na cabeça dele, seria algo fácil, só teria que encontrar uma mulher dentro dos padrões aceitáveis para sua futura condição de viscondessa, mas principalmente que mesmo com todas essas características ele saiba que não corresse o risco de se apaixonar e amar sua esposa, porque sabe que seu coração é algo que não pode dar assim, simplesmente porque ele tem em sua mente que ele morrerá cedo (assim como aconteceu com o pai dele) e ele sabe que o amor apenas complicaria essa equação.
“Anthony não era um cínico completo: sabia que o amor verdadeiro existia. Qualquer pessoa que tivesse ficado no mesmo cômodo que seus pais sabia disso. Mas amor era uma complicação que ele preferia evitar. Não tinha desejo algum de presenciar esse milagre em particular na própria vida.”

Diante dessa “lógica” sem a menor “lógica” dele, ele mirou numa donzela que achava que se “encaixava” nos pré-requisitos que ele mentalmente estabelecerá, o que ele não contava era que antes de chegar ao coração e a corte dela, precisaria passar pela aprovação de sua irmã, Kate Sheffield.

Kate apesar de ser a mais velha, sempre viveu a sombra de sua irmã caçula, que sempre chamou a atenção por sua extrema beleza e delicadeza. Todos os homens aptos para se casar queriam Edwina. Então Kate ao invés de procurar um marido para si, pega a responsabilidade de achar um perfeito para Edwina.  Ela tem todo um humor ácido e é cheia de respostas (algo que naquela época não era muito agradável em moças que tinham que estar sempre cheias de cuidado com as coisas que diziam e como se portavam), além de ter uma personalidade bem forte.
“Havia algumas verdades que Kate decidira aceitar fazia muito tempo. Nunca aprenderia a dançar uma valsa sem tentar conduzir o parceiro; sempre teria medo de tempestades de raios, por mais que dissesse a si mesma que estava sendo ridícula; e, não importava o que vestisse, quanto arrumasse o cabelo ou beliscasse as bochechas, nunca seria tão bela quanto Edwina.”

A partir do momento que Anthony começa a cortejar Edwina, ele e Kate começam uma briga de cão e gato. Claro que, como todo bom livro de romance, não poderia faltar algum drama e o responsável pelo drama nesse caso é o passado dos dois. Historias tristes, percas e responsabilidades de irmãos mais velhos, traumas com dificultam apesar dos “títulos” de se encaixarem na sociedade como realmente são. Mas uma das coisas mais maravilhosas nesse livro é como eles enfrentam tudo isso juntos.

Os dois tem uma personalidade forte e que seriam perfeitos um para o outro, acontece que Kate seria a mulher por quem Anthony se apaixonaria com certeza então ele não quer nem cogitar se casar com ela. Que parece não ficar claro pra eles, mas é super notável não apenas para nós leitores, como para os demais personagens também. E isso vai causando uma situação inesperada, engraçada, que obrigará os dois a lidarem do único jeito aceitável a sociedade.
“E então, um dia, isso mudou. Era engraçado, refletiu mais tarde, como a vida de alguém podia mudar num único instante, como tudo podia ser de um jeito num minuto e, no seguinte, simplesmente se transformar em algo diferente.”

Eu realmente gostei da construção do casal, amo a forma imperfeita do Anthony lhe dá com tudo, e no final do livro inclusive a Julia Quinn diz isso, que essa imperfeição é o que o torna tão especial.  Gosto da forma como Kate leva a situação, mesmo não se achando adequada, mas não se acha “coitada”, e luta pela sua própria historia independente de um marido, ou posição social, como era posto pela sociedade. Amo o fato que ela é uma princesa que não ta a espera de um príncipe num cavalo branco a espera pra ser salva. AMO KATE COM TODAS MINHAS FORÇAS.

 “Alguns laços, ele começava a perceber, eram mais fortes que os de sangue.”

A escrita da Julia Quinn me conquista a cada novo livro. Em O Visconde que me Amava todos esses defeitos dos personagens exatamente verdadeiros principalmente pra época, como o complexo de beleza dela e o autoritarismo do Anthony, além de mais alguns traumas de ambos, que tornaram o livro muito mais que um mero romance, mas um puta romance.

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16 de nov. de 2019


Resenha: O Duque e Eu - Julia Quinn



Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas.
Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.
É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.
A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
 Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Romance de Época (Com conteúdo adulto)
Páginas 288
Editora Arqueiro
Classificação: 5/5

O Duque e Eu é o primeiro volume entre oito livros que narram às aventuras da grande e amorosa Família Bridgerton. Sendo ela composta por oito irmãos, a série conta com uma obra para cada um deles não em ordem de nascimento, mas de acontecimento particular a cada um deles, apresentando-nos assim toda a família, que são: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.

A leitura em ordem é importante para evitar pequenos spoilers, e ter maior absorção da historia, e das características que compõe a família e cada um de seus personagens e agregados. Principalmente pelo fato de “como família unida” é comum os irmãos participarem leia-se intrometerem nas histórias uns dos outros.

Nesse primeiro livro conhecemos a história de Daphne, a irmã mais velha entre as moças da casa, porém o que acontece de fato é que mergulhamos na rotina dessa família, nas façanhas e artimanhas desses jovens, na grandiosidade do amor que os une, e principalmente, somos tocados pelas descrições rotineiras e verdadeiramente familiares, como o amor de uma mãe protetora e cuidadosa e a amizade e cumplicidade nutrida entre esses irmãos.


O auge dessa historia é situado na alta sociedade londrina, na época dos grandes bailes,  mães perseguidoras e casamenteiras, cheios de convenções sociais que ditam e definem o comportamento das pessoas; essa trama abusa de romances inimagináveis, de forma doce e muito muito mais muito bem-humorada, capaz de emocionar e tocar o coração do leitor.

Em meio a tantas regras sociais e comportamentais, comuns ao período descrito, conhecemos Simon, o duque de Hastings, grande amigo de Anthony que retorna para Londres depois de vários anos viajando pelo mundo. Um rapaz cheio de complexos familiares, e com lembranças dolorosas, e consequências de forma negativa na sua visão de futuro. Algo que me lembrou Christian Grey, no quesito psicologicamente falando. Nessa busca de fugir do passado, e também de um futuro indesejado, ele vê em Daphne a solução para os seus problemas, resolvendo ajudá-la, e consequentemente se ajudar também, estabelecendo um cortejo de aparências.

Daphne, que por sua vez, destaca-se por sua personalidade forte e alegre, principalmente pelo fato de ser a mais velha das irmãs, e por mesmo sendo donzela, por conta da diferença de idade ela conviveu tempo suficiente com seus irmãos mais velhos para saber ser uma boa ouvinte. Outra coisa que a diferencia das demais é que ela não disponha de afetações e afeminações da época e como ela mesma já ouviu de diversos rapazes, distinta de todas as outras raparigas da época. O que talvez seja a causa de ela sempre ser vista como uma boa amiga, e quase nunca como uma boa pretendente.

Esse acordo entre A Daphne e o Duque daria a eles por um lado a distancia das mães famintas em casar as filhas e a impressão de disputa entre os rapazes por uma moça cortejada por um Duque.  Uma ideia perfeita, não é mesmo? Talvez! Se não fosse o caso de juntar duas pessoas com tamanha força de espírito com a Daphne e Simon e espere que as coisas saiam como planejadas… seria simplesmente IMPOSSÍVEL!


Uma das coisas que mais gostei dentro dessa narrativa, além obvia dos toques de humor, e do sensual sem ser feio ou vulgar, é que a escrita da Julia trás muito um ar familiar em cada verso. A força que unir os Bridgertons, e o que faz cada um lutar pelo outro é inspirador. Além de temos o trio ABC (Anthony, Benedict e Colin) e Violet para dar um alívio na novela mexicana. Embora seja um livro de época, a linguagem não é rebuscada, muito pelo contrário, é bem acessível e dinâmica. Os personagens são bem construídos, cada um com seus trejeitos e convicções e com perspectiva de crescimento indo além do romance. Os personagens foram muito bem desenvolvidos, e com o passar da história, nós só desejamos que eles pudessem superar suas dores, medos e mágoas – especialmente o Simon. É difícil não se solidarizar por tudo que ele passou e todas as cicatrizes que ele carrega em decorrência do passado. E mesmo Daphne desejando curar tudo isso, não será tão fácil assim.

Outro ponto também maravilhoso é sem dúvida a enigmática figura da Lady Whistledown e claro, parecendo mais o Leo Dias, de forma bondosa na antiga Londres.

O livro é especialmente envolvente em diversos aspectos, principalmente como uma mocinha atua fora do esperado, como um irmão, vira chefe de família e o amor que transforma mágoa em esperança, além de um libertino transforma-se em um amoroso chefe de família.

Espero que vocês tenham gostado! Beijos e até a próxima! 

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